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ESTUDO IQF

“O TURISMO EM PORTUGAL” INTITULA O 27.º ESTUDO REALIZADO
pelo IQF, integrado na colecção “Estudos Sectoriais Prospectivos”, e com o qual se pretende dar a conhecer as profissões do Turismo, contemplar as suas possíveis evoluções, apontar competências desejáveis, as estratégias formativas a desenvolver e construir um referencial de perfis profissionais.
Entre os 11 perfis profissionais específicos da actividade turística identificados pelo estudo - agrupados por Alojamento, Restauração, Distribuição (agências de viagem e operadores turísticos), Animação e Administração Local e Central - surge, integrado no primeiro grupo referido, o de “gestor de empreendimento turístico”.
De acordo com o estudo do IQF, o exercício da profissão de “gestor de empreendimento hoteleiro”, também designada de “director de alojamento”, visa o planeamento, direcção e controlo das “actividades da unidade de alojamento de acordo com a estratégia do estabelecimento e tipo de Turismo para o qual está vocacionado, de forma a garantir a prestação de um serviço de qualidade e a satisfação do cliente”.
O estudo, para além de outras informações e considerações acerca do exercício específico da profissão de “gestor de empreendimento hoteleiro” (tal como faz para todas as outras profissões que identifica), apresenta aquilo que designa por “referencial de competências mobilizáveis”, e do qual se passam a transcrever os “saberes-fazer técnicos”, potencialmente indispensáveis para quem abraça esta profissão e quer manter as suas competências actualizadas:

SABERES - FAZER TÉCNICOS

• Identificar as tendências de evolução dos mercados (motivações, interesses dos clientes-alvo, políticas de preços, novos serviços no mercado, etc.);
• Pesquisar, identificar e analisar informações referentes às actividades de animação, eventos, recursos turísticos (naturais, patrimoniais, culturais, desportivos...), recursos turísticos e infra-estruturas da zona envolvente ou da região;
• Identificar os diferentes eixos de política ambiental e de desenvolvimento local, aplicados à região (como por exemplo, planos urbanísticos existentes para a zona e outros projectos que possam influenciar a actividade da unidade de alojamento);
• Utilizar tecnologias de informação e comunicação para a pesquisa de informação, promoção turística e monitorização das actividades turísticas da região;
• Identificar e determinar a missão da unidade de alojamento, nomeadamente: os serviços a prestar, os clientes-alvo a atingir, os produtos a promover, etc.;
• Determinar, analisar e seleccionar alternativas e prioridades de acção global, desde novos investimentos, introdução ou redução de serviços, em função da concorrência, dos recursos humanos, materiais e técnicos disponíveis;
• Identificar e seleccionar os actores da região com interesse para o estabelecimento de parcerias e/ou promoção da unidade de alojamento e produtos a oferecer ou a desenvolver;
• Classificar e ordenar cronologicamente as actividades anuais das diferentes áreas em função das suas interfaces, recursos e compromissos assumidos com os clientes;
• Efectuar cálculos e previsões relativas a despesas e receitas para as diferentes rubricas do orçamento;
• Fixar objectivos de exploração, nomeadamente tipos de serviços a oferecer e normas da qualidade (serviços, produtos e instalações), em função do nível de existências, da aquisição de novas tecnologias e da subcontratação de serviços;
• Definir o tipo, características e condições de realização do serviço de eventos, em conjunto com o cliente;
• Pesquisar, consultar e seleccionar os diferentes fornecedores/ serviços a integrar no evento (como fornecedores de serviços de audiovisuais, de equipamentos, de apoio logístico, de decoração, de catering, etc., espaços disponíveis, meios de promoção e divulgação...);
• Definir e organizar as actividades, serviços, etapas e recursos necessários à realização do evento;
• Estruturar e combinar as diferentes actividades e serviços a contemplar no evento;
• Seleccionar e aplicar técnicas de planeamento e programação de eventos;
• Identificar e prever as necessidades de ordem material, técnica e humana a partir dos resultados anteriores e das metas a atingir;
• Identificar e definir critérios para tomar decisões sobre modalidades de preços, condições de contratação geral e especial de vendas, publicidade e criação de imagem a adoptar em função da concorrência e das estratégias;
• Desenvolver um clima social e motivacional favorável à cooperação entre departamentos e ao desenvolvimento da responsabilidade;
• Identificar e aplicar normas de higiene, segurança e qualidade;
• Identificar causas de desvios e resolver problemas técnicos de funcionamento dos serviços e de relacionamento com os clientes e definir as respectivas medidas correctivas;
• Ler e analisar sistemas de informação de contabilidade (resultados/ previsões/desvios), de auditorias, e informações diversas de carácter qualitativo ou quantitativo, referentes a orçamentos, à eficiência e eficácia dos serviços, de modo a tomar decisões e/ou elaborar propostas de carácter técnico e de gestão.
Note-se que o presente artigo incide apenas sobre um aspecto particular focado pelo estudo “O Turismo em Portugal”. Para além de se traçar um breve retrato da presente situação da actividade turística portuguesa, o estudo debruça-se também sobre a evolução das qualificações e diagnóstico das necessidades de formação no Turismo português.

INSTITUTO PARA A QUALIDADE NA FORMAÇÃO (IQF) DIVULGA RESULTADOS DO SEU ESTUDO INTITULADO “O TURISMO EM PORTUGAL” E IDENTIFICA PERFIS PROFISSIONAIS ESTRATÉGICOS PARA A ACTIVIDADE TURÍSTICA.

 

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